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Cidade · MG

Ubá

Perfil do município de Ubá (MG) com dados oficiais do IBGE, histórico e locais de hospedagem publicados.

Onde ficar no Minas Gerais ubaense
39
locais publicados
perfis do guia com contato direto
1
meios de hospedagem
Cadastur · Ministério do Turismo
—
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154
leitos registrados
154 UHs no Cadastur

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Perfil municipal

Sobre Ubá

Contexto do município com dados oficiais do IBGE e os registros de hospedagem publicados no guia.

Ubá é um município do estado de Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Quem nasce em Ubá é ubaense. Aqui você encontra o dossiê oficial do município (IBGE), o histórico e a formação administrativa, além dos locais de hospedagem publicados.

Hoje o guia reúne 39 locais de hospedagem em Ubá, com caminho direto para o contato de cada um.

Dossiê do município

Nome oficial
Ubá
UF
MG
Estado
Minas Gerais
Região
Sudeste
Código IBGE
3169901
Gentílico
ubaense
Capital
Não
DDD
32
Fuso horário
America/Sao_Paulo
Aniversário
03/07

Fonte: IBGE. Dados estruturados do município.

Contexto histórico e administrativo

Histórico municipal

A palavra Ubá, em tupi-guarani, significa canoa de uma só peça escavada em tronco de árvore. É também o nome popular da gramínea 'Gynerun Sagittatum', de folha estreita, longilínea e flexível, em forma de cano, utilizada pelos índios na confecção de flechas de caça e combate, e encontradas em toda a extensão das margens do ribeirão que corta a cidade.

O nome do Rio Ubá se deu justamente pela existência dessas gramíneas. A colonização da bacia do Rio Pomba deu-se, inicialmente, a partir da decadência das atividades de mineração.

Em fins do século XVIII e início do século XIX, várias famílias deixaram Mariana, Ouro Preto, Guarapiranga e outros centros de extração à procura de terras férteis e propícias à agricultura, onde pudessem desenvolver atividades de renda mais estável e segura. As regiões banhadas pelo Rio Turvo, Chopotó, Pomba e outros, eram assediadas devido à ocorrência de florestas que prestaram à extração de madeira e que, até então, eram habitadas por índios (chopós, croatos e puris) e por aventureiros.

Esses fundaram fazendas que prosperaram e deram início à formação de núcleos de população, que hoje são cidades florescentes, entre as quais, a cidade de Ubá. Em novembro de 1767, o Padre Manoel de Jesus Maria foi encarregado de catequizar os índios, preparando as bases para a entrada dos donos de sesmarias, iniciando, assim, a organização de um grande aldeamento central.

No período de 1797 a 1798 foram doadas as primeiras sesmarias localizadas em terras desocupadas e nas cabeceiras, encostas e margens do Rio Ubá. Nesta época, Bernardo Antônio de Lorena, do conselho do rei D.

João VI, era governador da capitania de Minas Gerais. Em 1805, o capitão Mor Antônio Januário Carneiro, natural de Calambau e o seu cunhado, comendador José Cesário de Faria Alvim, adquiriram várias sesmarias até então pertencentes ao município de São João Batista do Presídio, hoje Visconde do Rio Branco, trazendo suas famílias, escravos e rebanhos.

Fundaram, assim, a atual cidade de Ubá. Neste período, segundo acordo firmado entre o Vaticano e os reis católicos, quando fosse fundada uma povoação nos países colonizados, em primeiro lugar deveria ser construída uma igreja como marco inicial.

Enquanto os primeiros donos das terras situadas às margens do Rio Ubá se preocupavam com suas fazendas, Antônio Januário Carneiro idealizou fundar uma povoação. Seu primeiro passo foi liderar um movimento para assinar a petição requerendo o alvará para a construção da igreja, a qual deveria ser provida de parâmetros para que pudesse ser consagrada ao seu orago (santo de invocação que dá nome à capela).

Para promover esta povoação, o capitão Mor trouxe todos os operários necessários para a construção da igreja, dando-lhes pequenas glendas de terras, moradia e alimentos, enquanto não pudesse ter abastecimento próprio pelo cultivo da terra. Foi também por seu intermédio que dezenas de famílias vieram em princípio do século XIX, para o povoado que estava se formando, como os Vieira de Andrade, Faria Alvim, Ferreira Valente, Martins Pacheco e outros mais.

A capela foi construída sob a devoção de São Januário. Com seu crescimento, o arraial foi elevado à paróquia de São Januário de Ubá, em 1841.

O desenvolvimento do povoado se deu gradativamente ao redor da paróquia e em direção à estrada que levaria à Guarapiranga, onde foram edificadas as primeiras residências em sapé. Esse povoado recebeu o nome de São Januário de Ubá.

Devido ao desenvolvimento da paróquia e das atividades dos habitantes, principalmente a cultura do café, em 1854 o povoado recebeu o foro de vila e, em 1857, foi elevada à categoria de cidade com o nome de Ubá. Nesse período colonial, a terra tinha pouco valor, pois tudo estava por fazer e o produto primário era o grande objetivo da transformação, tornando a mão-de-obra do campo a principal fonte de renda.

O escravo tornou-se peça fundamental para o desenvolvimento agrícola da região, chegando a valer, nessa época, mais do que 30 alqueires de terra. Somente após 1810 houve incentivo ao tráfico de escravos que, com sua capacidade de cultura à terra e seu adestramento nos trabalhos da Casa Grande, contribuíram bastante para a economia cafeeira de Ubá.

A chegada dos imigrantes italianos proporcionou um aumento nas diversas culturas, principalmente na fumageira. A imigração ocorreu em duas épocas distintas e procedências diferentes.

A primeira fase correspondeu ao ingresso de imigrantes provenientes do sul da Itália que traziam como vantagem sua variadas profissões: artesãos, alfaiates, comerciantes, operários, ferreiros, caldeireiros e marceneiros. Contudo, não eram agricultores, mas colaboravam, para a melhoria da cidade de Ubá, que na época não contava com luz, calçamento, saneamento básico, como todas as demais cidades da Zona da Mata.

A segunda fase correspondeu à chegada de imigrantes provenientes do norte da Itália, que chegaram aqui somente após a abolição da escravatura, em 1888. Ao contrário dos primeiros, esses eram camponeses organizados e disciplinados que vieram substituir o trabalho escravo, dando a Ubá um novo impulso econômico.

Os imigrantes tiveram importante participação na evolução do município sob aspectos políticos, econômicos e sociais, tendo sido um dos poucos municípios do estado onde os italianos permaneceram após a crise agrícola no país, com a queda do preço do café. Nesta época houve grande fuga dos colonos, principalmente italianos, que saíam do estado de Minas Gerais em direção ao estado de São Paulo.

Aproveitando a baixa geral dos imóveis, adquiriram grandes extensões de terra. Compravam fazendas e subdividiam-nas em várias propriedades, fato que gerou grande atração aos colonos vindos de outras regiões.

Hoje, o município de Ubá é um dos maiores do país, devido a esta grande subdivisão de terras. A partir dessa característica de parcelamento do solo, desaparece o latifúndio e, com ele, a monocultura do café, dando lugar à policultura do fumo, cereais, cebola, batata, pimentões, tomates, entre outros.

Houve, em conseqüência, um decréscimo no setor agrícola da economia. Mais recentemente, o setor secundário, principalmente a indústria moveleira, passou a ser a atividade econômica mais importante de Ubá.

Formação administrativa

Distrito criado, com a denominação de Arraial de São Januário do Ubá, pela Lei Provincial n.º 209, de 03-04-1841, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891.

Elevado à categoria de vila, com a denominação de Arraial de São Januário de Ubá, pela Lei Provincial n.º 654, de 17-06-1853.

Sede na vila de São João Batista do Presídio.

Instalado em 12-05-1854.

Pela Lei Provincial n.º 758, de 02-05-1856 e pela Lei Estadual n.º 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Santana do Sapé e anexado à vila Arraial de São Januário de Ubá.

Pela Lei Provincial n.º 806, de 03-07-1857, a vila de Arraial de São Januário do Ubá passou a denominar-se Ubá.

Pela Lei Provincial n.º 1.492, de 13-07-1868, é criado o distrito de São José do Paraopeba e anexado à vila de Ubá.

Pela Lei Provincial n.º 1573, de 22-07-1868, a vila de Ubá foi extinta, sendo seu território anexado ao município de Rio Branco.

Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Ubá, pela Lei n.º 1.755, de 30-03-1871, sendo desmembrado de Rio Branco.

Sede no atual distrito de São Januário.

Constituído do distrito sede.

Elevado à condição de cidade, com a denominação de Ubá, pela Lei Provincial n.º 806, de 03-07-1875.

Pela Lei Provincial n.º 2.500, de 12-11-1878, o distrito de São José do Paraopeba tomou o nome de São José do Tocantins.

Pela Lei Provincial n.º 3.442, de 28-09-1887, é criado o distrito de Santo Antônio das Marianas e anexado ao município de Ubá.

Pela Lei Estadual n.º 556, de 30-08-1911, foram criados os distritos de Divino e São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro e anexados ao município de Ubá.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município aparece constituído de 7 distritos: Ubá, Boa Esperança, Divino, São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro, Santana de Sapé, Santo Antônio das Marianas e São José de Tocantins.

Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920, o município é constituído de 6 distritos: Ubá, Divino, São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro, Santana de Sapé, Santo Antônio das Marianas e São José de Tocantins, não figurando o distrito de Boa Esperança.

Pela Lei Estadual n.º 843, de 07-09-1923, o município sofreu as seguintes modificações: o distrito de Divino tomou o nome de Divino de Ubá; São Sebastião da Boa Esperança do Rodeiro teve o topônimo alterado para Rodeiro; Santana do Sapé tomou a denominação de Sapé; São José do Tocantins tomou a denominação de Tocantins e Santo Antônio das Marianas passou a chamar-se Tuiutinga, sendo transferido do município de Ubá para o de Rio Branco.

Ainda, Ubá adquiriu do município de Piranga o distrito de Conceição do Turvo.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído de 6 distritos: Ubá, Conceição do Turvo, Divino de Ubá, Rodeiro, Sapé e Tocantins.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 148, de 17-12-1938, é desmembrado do município de Ubá o distrito de Conceição do Turvo, elevado à categoria de município com a denominação de Senador Firmino.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o município é constituído de 5 distritos: Ubá, Divino de Ubá, Rodeiro, Sapé e Tocantins.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.058, de 31-12-1943, o distrito de Sapé tomou o nome de Guidoval.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o município é constituído de 5 distritos: Ubá, Divino de Ubá, Guidoval, Rodeiro e Tocantins.

A Lei n.º 336, de 27-12-1948, desmembra do município de Ubá os distritos de Guidoval e Tocantins, elevando-os à categoria de município.

Pela mesma Lei é criado o distrito de Ubarí (ex-povoado de Convento), com terras desmembradas dos distritos de Ubá e Divino de Ubá, e anexado ao município de Ubá.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o município é constituído de 4 distritos: Ubá, Divino de Ubá, Rodeiro e Ubarí.

Pela Lei n.º 1.039, de 12-12-1953, é criado o distrito de Diamante de Ubá (ex-povoado de Diamante), com terras desmembradas do distrito de Rodeiro, e anexado ao município de Ubá.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955 o município é constituído de 5 distritos: Ubá, Diamante de Ubá, Divino de Ubá, Rodeiro e Ubarí.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

A Lei Estadual n.º 2.764, de 30-12-1962, desmembra do município de Ubá os distritos de Rodeiro e Divino de Ubá elevando-os à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 3-1XII-1963 o município é constituído de 3 distritos: Ubá, Diamante de Ubá e Ubarí.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.

Pela Lei Estadual n.º 8.285, de 08-10-1982, é criado o distrito de Miragaia e anexado ao município Ubá.

Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 4 distritos: Ubá, Diamante de Ubá, Miragaia e Ubarí.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.

Fonte histórica: Ubá (MG). Prefeitura. 2015. Disponível em: http://www.uba.mg.gov.br/Materia_especifica/6495/Uba---Historia-e-Evolucao. Acesso em: mar. 2015.

Localização

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre hospedagem em Ubá

Respostas diretas sobre como usar o guia nesta cidade.

Qual o gentílico de Ubá?

Quem nasce em Ubá (MG) é ubaense, conforme o IBGE.

Quando é o aniversário de Ubá?

O município de Ubá comemora seu aniversário em julho, no dia 3.

Onde ficar em Ubá?

O guia publica 1 estabelecimento de hospedagem em Ubá, com registro no Cadastur, faixa de diária declarada e contato direto — sem intermediação de reservas.

A Hospedagem Brasileira faz reservas ou cobra alguma taxa?

Não. Somos um guia de consulta: você encontra o perfil completo da hospedagem e fala direto pelo canal informado na página. Não intermediamos pagamentos nem cobramos do viajante.

De onde vêm os dados sobre Ubá?

O perfil municipal usa as bases oficiais do IBGE; as contagens de hospedagem usam o Cadastur, do Ministério do Turismo; e as diárias são declaradas pelos próprios locais publicados no guia. Cada bloco da página indica a fonte do número.

Como escolher onde ficar em Ubá?

Comece pelos locais publicados nesta página, compare tipo de hospedagem, endereço e faixa de diária declarada e confirme disponibilidade direto com o estabelecimento. Se ainda houver poucos perfis, use os filtros da busca nacional por tipo de hospedagem.

Tenho uma hospedagem em Ubá. Como apareço no guia?

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