Histórico (IBGE)
Conforme dados do conhecimento popular, antes da criação do Município de Antônio Almeida, os eventos culturais e políticos eram realizados na Feira do Letreiro, local pertencente ao senhor Zeca Borges, que mais tarde cedeu dois hectares de terra ao então senhor José Luis Soares. No local foi realizada a primeira feira, em 22 de abril de 1922, pelo então Abrão Rocha, cunhado de Augusto de Freitas Varão. Na época, eram moradores e comerciantes da comunidade: Orosimbo Soares da Costa, Elídio Barreira dos Santos (vulgo Sadote), Odosina Cardoso da Conceição, proprietária de um hotel, Raimundo José da Silva (vulgo Senhor da Dília), morador e Antônio Borges Leal (vulgo Toinho Borges), comerciante. Posteriormente, esses comércios foram se extinguindo e surgindo novos comerciantes, como os senhores Djalma Borges Leal, Nelson Martins de Araújo e Osvaldo Borges Leal. Foi nesse período que José Luis Soares adquiriu dois hectares de terra do senhor Zeca Borges. José Luiz Soares era um migrante pernambucano que chegou à região em 1930. Nascido em 20/07/1890 e falecido em 28/02/1971, foi ele quem desbravou o território de Pé-da-Ladeira, tornando-se um homem muito influente entre os moradores da região. Em 1938, a Feira do Letreiro ainda pertencia a José Luiz Soares. O nome “Feira” surgiu por conta da grande aglomeração de agricultores das regiões circunvizinhas, que vinham para comercializar seus produtos, dando origem a uma grande e movimentada feira. “Letreiro” porque a feira se instalou em uma área de grandes formações rochosas com inscrições rupestres que abrangem parte da localidade, até hoje denominada Feira do Letreiro. No decorrer do tempo, a comunidade foi evoluindo e fez-se necessária a construção de uma casa de apoio para hospedar os visitantes e políticos, como João Lobo, deputado federal; João Clímaco D’Almeida, vulgo, Junqueira; Dirno Pires e demais pessoas e autoridades religiosas, como o padre Manoel Alves de Carvalho, conhecido como Padre Pequeno e pároco da comunidade da época. Foi construído, ainda, um mercado onde havia uma loja de tecidos e produtos em geral, do comerciante e proprietário José Luis Soares. O município de Antonio Almeida foi sediado em outra localidade devido a influências políticas da época e aos demais fatores de ordem social e econômica, como a participação direta do então Deputado João Clímaco D’Almeida, “vulgo Junqueira”, a influência de algumas famílias locais e o grande número de engenhos existentes. Foram esses os principais fatores que favoreceram a compra de hectares de terra para sediar o Município na localidade Val Paraíso. Na localidade havia um grande centro econômico proveniente do cultivo da cana-de-açúcar e os engenhos utilizados na fabricação de mel, de cachaça da marca Catolé e de rapadura. A Fazenda Val Paraíso era muito movimentada, por conta da grande produção de cana-de-açúcar, e comandada pelo Senhor Augusto de Freitas Varão, que chegou a aglomerar muitas pessoas para trabalharem nos engenhos, na agricultura e demais serviços. O nome Antônio Almeida foi dado em homenagem a Antônio Francisco de Almeida, pai do Deputado Federal, João Clímaco D’Almeida, vulgo Junqueira, que muito contribuiu para a emancipação política do atual Município.
Fonte do histórico:
SANTOS, M. T. F. dos, (Org.). Criação e formação do município em seus aspectos gerais. In: _____. Antônio Almeida e sua evolução histórica: um município em evolução. Prefeitura Municipal de Antônio Almeida, PI. Juiz de Fora, MG: Editora Garcia, 2019. Cap. 2, p. 23-49.
Formação administrativa:
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Antônio Almeida, pela Lei Estadual n.º 2.514, de 02-12-1963, desmembrado de Guadalupe. Sede no atual distrito de Antônio Almeida (ex-povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 31-03-1964. Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.