Histórico (IBGE)
Barreto, primitivo nome do município, denominava localidade e riacho, sendo seu topônimo originário de antigo posseiro, tido como fundador da localidade. Um grande animador da povoação de Barreto foi o senhor do Engenho Carnaubal, no Ceará-Mirim, Carlos Augusto Carrilho de Vasconcelos, que ergueu a capela de São Sebastião, ativando a produção agrícola pelas compras e auxílios financeiros e construiu uma escola. O atual nome do município foi dado em homenagem a Bento Fernandes de Macedo, o qual era agricultor nas campinas, com uma numerosa família de 18 filhos. Velho delegado de polícia, morreu assassinado em maio de 1925, ao tentar debelar um tumulto, provocado por forasteiro durante festividade religiosa. A capelinha diante da qual foi morto, a Capela do Sagrado Coração de Jesus, ainda existe, embora em situação precária.
Fonte do histórico:
CASCUDO, Luís da Câmara. Nomes da terra: história, geografia e toponímia do Rio Grande do Norte. Natal: Fundação José Augusto, 1968. p. 165-166.
Formação administrativa:
Distrito criado com a denominação de Barreto (ex-povoado), pela Lei Estadual n.º 2.328, de 17-12-1958, subordinado ao município de Taipu. Elevado à categoria de município com a denominação de Barreto, pela Lei Estadual n.º 2.353-A, de 31-12-1958, desmembrado de Taipu. Sede no atual distrito de Barreto (ex-povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1959. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Pela Lei Estadual n.º 2.889, de 25-06-1963, é criado o distrito de Belo Horizonte e anexado ao município de Barreto. Em divisão territorial datada de 1-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Barreto e Belo Horizonte. Pela Lei Estadual n.º 3.506, de 16-10-1967, o município de Barreto passou a denominar-se Bento Fernandes. Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 2 distritos: Bento Fernandes e Belo Horizonte. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.