Histórico (IBGE)
A existência de Miranda deve-se, de alguma maneira, ao desbravamento dos Rios Miranda e Aquidauana, realizado por João Leme do Prado, dois anos depois de ter encontrado as ruínas da antiga “xeres”, cidade fundada em 1580, pelo espanhol Dom Ruy Dias de Melgarejo e destruída anos depois pelos indígenas Guaicurus, habitantes da região, capitaneados por alguns aventureiros paulistas. Em 1778, o Capitão João Leme do Prado lançava os alicerces do Presídio de Nossa Senhora do Carmo do Rio Mondego, precisamente no dia 16 de julho por ordem do 6º Capitão-General das Capitanias de Mato grosso e Cuiabá, Caetano Pinto de Miranda Montenegro. A fundação do presídio tinha por objetivo principal precaver-se contra possíveis investidas dos castelhanos de Assunção que tinham por base de operações o Fortim de São José, à margem do Rio Apa. O novo povoado crescia vagarosamente, lutando sobretudo, com a falta de melhores meios de navegação pelo Rio Mondego, atual Miranda, sobrevivendo graças ao ideal dos que lançaram seus fundamentos. A manutenção do povoado era penosa, todavia, em 1797 já apresentava 40 casas de pau a pique e de adobo, todas cobertas de telhas; já estava delineado o traçado da rua principal denominada de Nossa Senhora do Carmo, atualmente rua do Carmo, bastante extensa, indo atingir as barrancas do Rio Miranda. O topônimo Miranda foi adotado em homenagem a Caetano Pinto de Miranda Montenegro, 6º Capitão-General das capitanias de Mato Grosso e Cuiabá.
Fonte do histórico:
MIRANDA (MS). Câmara Municipal. Disponível em: https://camaramiranda.ms.gov.br/historico-do-municipio/. Acesso em: 10 fev. 2025.
Formação administrativa:
Distrito criado com a denominação de Miranda, pela Lei Provincial n.º 11, de 26-08-1835, subordinado ao município de Corumbá. Elevado à categoria de vila com a denominação de Miranda, pela Lei Provincial n.º 1, de 30-05-1857, desmembrado do município de Corumbá. Sede na antiga povoação de Miranda. Constituído do distrito sede. Instalado em 20-01-1859. Pela Lei Provincial n.º 5, de 11-11-1869, é extinta a vila de Miranda, sendo sua área anexada ao distrito sede do município de Corumbá. Elevada novamente à categoria de vila com a denominação de Miranda, pela Lei n.º 7, de 07-10-1871. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 3 distritos: Miranda, Bonito e Potreiro. Elevado à condição de cidade com a denominação de Miranda, pela Lei Estadual n.º 772, de 16-07-1918. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 2 distritos: Miranda e Bonito. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 545, de 31-12-1943, o distrito de Bonito foi transferido do município de Miranda para o Ponta Porã. Pelo Decreto-Lei n.º 6.550, ainda em vigor nos termos dos artigos 161 e 162, do Decreto-lei Federal n.º 9.055, de 12-03-1946, o distrito de Bonito volta a pertencer ao município de Miranda com a denominação de Rincão Bonito. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município a município é constituído de 2 distritos: Miranda e Rincão Bonito. Pela Lei Estadual n.º 145, de 02-10-1948, é desmembrado do município de Miranda o distrito de Rincão Bonito. Elevado à categoria de município com a denominação de Bonito. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Pela Lei Estadual n.º 2.079, de 14-12-1963, é criado o distrito de Doutor Arnaldo Estevão de Figueiredo e anexado ao município de Miranda. Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 2 distritos: Miranda e Doutor Arnaldo Estevão Figueiredo. Pela Lei Estadual n.º 87, de 13-05-1980, é desmembrado do município de Miranda o distrito de Doutor Arnaldo Estevão de Figueiredo. Elevado à categoria de município com a denominação de Bodoquena. Em divisão territorial datada de o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.