Histórico (IBGE)
A presença de um delta em mar aberto foi o atrativo para que navegadores e aventureiros como Nicolau Resende (1571), Gabriel Soares de Sousa (1587), Pero Coelho de Sousa (1602), Martin Soares de Sousa (1631) e Vital Maciel Parente (1614) além de padres jesuítas, pesquisadores e outros, fizessem incursões e explorassem a região de Parnaíba. Antes deles, a região do Delta do Parnaíba era ocupada por indígenas da etnia Tremembés, que dominavam toda região do Delta, parte do litoral do Maranhão e do Ceará. No início do século XVIII, por causa da Carta Régia de 1701, só era permitida a criação de gado a uma distância de 10 léguas do litoral. A economia da futura província do Piauí era interiorizada uma vez que a pecuária era sua base. Além disso, essa determinação obrigou comerciantes e contrabandistas a usarem o rio Parnaíba como via transportadora já que era inviável o doloroso trajeto terrestre. Parnaíba se tornou ao longo de sua história a maior bacia leiteira do estado do Piauí. Diante disso criou-se um entreposto para a guarda de animais e acondicionamento da carne bovina. A esse local foi dado o nome de Porto Salgado ou das Barcas que acabou propiciando o desenvolvimento de uma indústria charqueadora na região e de um dos núcleos que deram origem a cidade de Parnaíba. O outro núcleo gerador da cidade foi o arraial Testa Branca que anteriormente era uma grande fazenda de gado que se tornou a sede da vila. Essa atitude do governador João Pereira Caldas de elevar a sede da vila na localidade Testa Branca, foi por demais incompreendida, uma vez que no Porto das Barcas já existia o Pelourinho, símbolo da autonomia municipal. Para desenvolver o povoado Testa Branca havia o compromisso firmado pelos comerciantes junto ao governador durante a fundação, que era de construir 59 casas, mas que tal acordo nunca foi cumprido. Ao contrário: em 1769 a Câmara, instalada no Porto das Barcas, proíbe novas edificações em Testa Branca. O Porto das Barcas – antes denominado Porto Salgado – situado à margem direita do Rio Igaraçu, prosperou devido à grande agitação de embarcações, tornando-se numa feitoria crescente do comércio que teve notável impulso, administrado pelo português João Paulo Diniz, proprietário de oficinas de carnes secas, situadas a 80 léguas da foz do Rio Parnaíba; aquele trazia em suas sumacas (barcas) gêneros alimentícios e charque para enriquecer o comércio de Parnaíba.
Fonte do histórico:
PARNAÍBA (PI). Prefeitura. Disponível em: https://parnaiba.pi.gov.br/phb/o-municipio/. Acesso em: 28 nov. 2025.
Formação administrativa:
Distrito criado, com a denominação de Parnaíba, pela Resolução Régia de 25-09-1801. Elevado à categoria de município e distrito, com a denominação de Parnaíba, pela Provisão Régia de 19-06-1761. Sede na antiga povoação de Testa Branca. Instalado em 18-08-1762. Elevado à condição de cidade, com a denominação de Parnaíba, pela Resolução Provincial n.º 166, de 16-08-1844. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911 o município é constituído do distrito sede. Pelo Decreto Estadual n.º 1.279, de 26-06-1931, o município de Parnaíba adquiriu o extinto município de Amarração. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído de 2 distritos: Parnaíba e Amarração. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 6, de 04-09-1935, o distrito de Amarração passou a denominar-se Luiz Correia. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937: o município é constituído de 2 distritos: Parnaíba e Luiz Correia. Pelo Decreto Estadual n.º 147, de 15-12-1938, é desmembrado do município de Parnaíba o distrito de Luiz Correia, elevado à categoria de município. No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948 o município é constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.