Histórico (IBGE)
Inicialmente, no local onde hoje encontra a cidade de Poço das Trincheiras se situava a propriedade da família Wanderley, descendente de batavos. Segundo a tradição, um fidalgo da Corte Holandesa, de sobrenome Wanderley, foi deportado para Penedo, onde viveu o resto de sua existência. Sentindo-se perto do fim, ele procurou um pretendente para sua filha solteira, encontrando-o na região do rio Ipanema. Ali eles se radicaram e deram início à povoação. Após alguns anos, João Carlos de Melo implantou uma fazenda naquela área e uniu-se aos Wanderley. Existe uma escritura de venda de terras nas imediações da Ribeira do Ipanema (Santana do Ipanema), datada de 19 de março de 1771, de João Carlos de Melo e Martinho Vieira Rego, que faz referência à Tapera do Jorge, hoje pertencente ao município de Poço das Trincheiras. O lugar recebeu esse nome, em parte, porque havia um poço profundo abaixo das cachoeiras no rio Ipanema. Esse trecho do rio, que ficou conhecido como Poço Grande, era o local para banho de vários moradores do povoado até a década de 1940. Uma grande enchente, no dia 7 de março de 1941, das maiores que se tem conhecimento, aterrou o Poço Grande. Além disso, diz a memória popular que foram erguidas trincheiras ao redor da povoação para defender o lugar contra uma possível invasão holandesa. É provável que elas tenham sido erguidas por descendentes ou remanescentes dos holandeses derrotados e expulsos após a Batalha dos Guararapes no século XVII. O Sr. João de Aquino Monteiro, morador do povoado, afirmava com ênfase que as rústicas trincheiras teriam sido, de fato, erigidas no tempo dos holandeses, nas imediações da embocadura do Riacho do Sítio, nos Pacus, e na Cruz do Tempero na Passagem. Outras pessoas também acreditam que fossem daquela época. Sob o ponto de vista religioso, a freguesia foi criada em 1885. Porém, não houve instituição canônica do bispo de Olinda. Somente em 25 de maio de 2003, por decreto de Dom Fernando Iório Rodrigues, bispo diocesano de Palmeira dos Índios, foi instituída – conforme o Direito Eclesiástico – a Paróquia de São Sebastião do Poço das Trincheiras. No mesmo dia, foi expedida a Provisão nomeando o padre Gilson Farias Barbosa administrador paroquial. O grande desenvolvimento do povoado foi, paulatinamente, revelando a necessidade da independência política. Antigo distrito subordinado ao município de Santana do Ipanema, Poço das Trincheiras foi elevado à categoria de município em 1958.
Fonte do histórico:
POÇO DAS TRINCHEIRAS (AL). Prefeitura. Disponível em: https://www.pocodastrincheiras.al.gov.br/a-historia/. Acesso em: 28 abr. 2026.
Formação administrativa:
Em divisão territorial datada de 31-XII-1936, o distrito de Poço Trincheira figura no município de Santana do Ipanema. Em divisão territorial datada de 31-XII-1937, o distrito aparece grafado como Poço das Trincheiras. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Poço das Trincheiras (ex-Poço Trincheira) figura no município de Santana do Ipanema. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955. Elevado à categoria de município com denominação de Poço das Trincheiras, pela Lei Estadual n.º 2.100, de 15-02-1958, desmembrado de Santana do Ipanema. Sede no antigo distrito de Poço das Trincheiras. Constituído do distrito sede. Instalado em 20-01-1959. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2025.