Histórico (IBGE)
Os primórdios do município de Rio Claro encontram-se intimamente ligados às origens da tradicional vila de São João Marcos, hoje constituindo um dos distritos do referido município. Reza a tradição que, com a abertura dos caminhos feitos pelos desbravadores, procedentes de São Paulo, que buscavam as terras de Minas Gerais, foi descoberta, pelo bandeirante paulista, Simão da Cunha Gago, a região por eles denominada 'Campo Alegre da Paraíba Nova', atual Resende, aí criando uma povoação com o auxílio de um padre de nome Felipe Teixeira Pinto. A esses pioneiros reuniram-se, pouco mais tarde, muitos outros colonizadores que, com o devassamento da parte sul da serra de Itaguaí, motivado pela abertura de vias de comunicação entre a Praia de Mangaratiba e o Sertão, se foram localizando num sítio perto 'Campo Alegre da Paraíba Nova'. Neste lugar, um dos colonos de 'Campo Alegre', que atendia pelo nome de João Machado Pereira, lançou os alicerces de sua fazenda em 1733, em virtude ter apreciado a fertilidade do seu solo e, também, por ter verificado sua maior proximidade com a Metrópole. Em seus domínios, João Machado Pereira construiu, em 1739, uma capela dedicada ao culto de São João Marcos. Decorridos alguns anos, como a capela já se encontrasse em estado pouco condizente com o progresso e desenvolvimento da freguesia, seus habitantes resolveram elevar uma nova igreja, cuja construção foi iniciada em 1796, tendo-se verificado a sua inauguração em 1801. Foi nas circunvizinhanças desse templo que se adensou o núcleo populacional, de que redundaria, mais tarde, a vila de São João Marcos. Entretanto, é necessário que se frise, não somente nas proximidades da sede da freguesia que se localizaram os colonizadores chegados nos primeiros tempos. Tão cedo espalhou-se a notícia da feracidade do solo de São João Marcos, começaram a surgir ao seu redor, se bem que algum tanto afastadas, várias povoações. Já em 1797 eram computadas cinco delas, denominadas: 'Capela de Santa Antana', 'Sipó', 'Matto Dentro', 'Freguezia' e 'Capivary', originárias de sesmarias doadas em épocas diferentes. A criação dessas localidades veio provocar um grande incremento à produção e ao desenvolvimento das terras da novel freguesia. Iniciando sua nova fase política e administrativa, Rio Claro continuou a se desenvolver em ritmo acelerado. O café, introduzido em suas terras, ao que parece, em 1792, constituiu, nessa época, a sua maior fonte de renda, além do trigo, do anil e do chá.
Fonte do histórico:
RIO CLARO (RJ). In: ENCICLOPÉDIA dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. v. 22. p. 384-385. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv27295_22.pdf. Acesso em: 22 out. 2025.
Formação administrativa:
Freguesia criada com a denominação de Rio Claro, por Ato Provincial n.º 152, de 07-05-1839 e por Decretos Estaduais n.ºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892. Elevado à categoria de vila com a denominação de Rio Claro, pela Lei Provincial n.º 481, de 19-05-1849, desmembrado do de São João do Príncipe mais tarde São João Marcos. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1850. Pelo Decreto Estadual n.º 280, de 06-07-1891, é extinta a vila de Rio Claro. Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Rio Claro, por Decreto n.º 283, de 23-07-1891. Pelos Decretos Estaduais n.ºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Santo Antônio do Capivari e anexado a vila de Rio Claro. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 2 distritos: Rio Claro e Santo Antônio do Capivari. Elevado à condição de cidade com a denominação de Rio Claro, pela Lei Estadual n.º 2.335, de 27-12-1929. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Rio Claro e Santo Antônio do Capivari. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto Estadual n.º 635, de 14-12-1938, confirmado pelo de n.º 641, de 15-12-1938, o município de Rio Claro adquiriu o território do extinto município de São João Marcos. Sob os mesmos Decretos, o distrito de Santo Antônio do Capivari passou a denominar-se Parado. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, município de Rio Claro é constituído de 5 distritos: Rio Claro, Arraial do Príncipe (ex-Arrozal), Parado (ex-Santo Antônio do Capivari), Passa Três e São João Marcos. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.056, de 31-12-1943, o município de Rio Claro passou a denominar-se Itaverá e o distrito de Parado a denominar-se Lídice. Sob a mesma Lei, é criado o distrito de Getulândia anexado ao município de Itaverá e ainda extingui o distrito de Arraial do Príncipe, sendo seu território anexado aos distritos de Passa Três e São João Marcos, ambos do município de Itaverá. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Itaverá é constituído de 5 distritos: Itaverá, Getulândia, Lídice, Passa Três e São João Marcos. Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1955. Pela Lei Estadual n.º 2.825, de 14-06-1956, o município de Itaverá voltou a denominar-se Rio Claro. Em divisão territorial de I-VII-1960, o município é constituído de 5 distritos: Rio Claro, Getulândia, Lídice, Passa Três e São João Marcos. Em “Síntese” de 31-XII-1994, o município é constituído de 5 distritos: Rio Claro, Getulândia, Lídice, Passa Três e São João Marcos. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.