Histórico (IBGE)
Primitivamente, a região era habitada por indígenas das etnias Sacaca ou Aruans, um dos mais importantes grupos brasileiros do ponto de vista linguístico, reconhecido também pelo vasto e sofisticado trabalho em cerâmica desenvolvido em toda a ilha do Marajó. Por volta do século XVIII, Salvaterra foi colonizada por frades jesuítas, que fundaram a vila de Monsarás. Posteriormente, construíram uma igreja na Vila de Joanes com o objetivo de catequizar os indígenas. Atualmente, ainda é possível encontrar as ruínas dessa igreja na localidade. Com a fundação de uma casa jesuíta em Belém, em 1626, tornou-se possível a expansão missionária para diversas aldeias da região amazônica, incluindo áreas da ilha do Marajó. Durante muitos anos, Salvaterra esteve sob o domínio de portugueses que exploravam a mão de obra escravizada de indígenas e negros nas fazendas locais. A resistência a essa dominação levou os escravizados a se organizarem, processo cujos reflexos permanecem até hoje no município, evidenciados pela existência de oito comunidades quilombolas. Conta-se que o nome da cidade surgiu quando, ao explorarem a ilha e se encantarem com sua paisagem, os jesuítas exclamaram: “Salve, Terra”.
Fonte do histórico:
SALVATERRA (PA). Prefeitura. Disponível em: https://prefeituradesalvaterra.pa.gov.br/o-municipio/historia/. Acesso em: 27 mar. 2026.
Formação administrativa:
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura no município de Soure o distrito de Salvaterra. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Elevado à categoria de município com a denominação de Salvaterra, pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29-12-1961. Desmembrado de Soure. Sede no antigo distrito de Salvaterra. Constituído de 5 distritos: Salvaterra, Condeixa e Joanes, desmembrados do município de Soure, Jubim e Monsarás criados pela mesma lei do município de Salvaterra. Instalado em 13-02-1962. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 5 distritos: Salvaterra, Condeixa, Joanes, Jubim e Monsarás. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.