Histórico (IBGE)
A povoação dos Sertões do Rio Preto se deve em princípio às proximidades com os caminhos para as Minas Gerais e com o mercado consumidor da então Capital, Cidade do Rio de Janeiro. Estávamos situados entre estes dois polos de desenvolvimento. Muitas de nossas estradas foram vias de escoamento da produção das fazendas originárias das antigas sesmarias distribuídas na região que remetiam os seus produtos para o Rio de Janeiro ou para as Minas Gerais. Algumas estradas serviam como desvios para os carregamentos de ouro que não queriam passar pelos Registros. Com a queda da mineração, aumentou o número de sesmarias doadas na região. D. João VI distribuiu sesmarias e incentivou o plantio de café que veio a se constituir na nova riqueza nacional. Na Província do Rio de Janeiro, a cultura do café produziu os seus primeiros efeitos com a criação das grandes fazendas e o surgimento dos Barões do Café. Em São José, podemos citar como exemplos dessa nobreza latifundiária os Barões de Águas Claras e de Bemposta. A Fazenda de Águas Claras teve a honra de hospedar D. Pedro II e seus familiares. À Cafeicultura deve São José a construção das grandes sedes de fazendas, tais como as das Fazendas do Calçado Grande, Nossa Senhora do Belém, Sossego e Águas Claras. Os primeiros povoados da região do Rio Preto foram constituídos pelas famílias mineiras que atravessavam o Paraíba em busca de novas terras para a agricultura, depois da queda da atividade de mineração. Também vieram os plantadores de café, trazendo a experiência do plantio realizado em outras regiões da Província utilizando a mão de obra de negros escravizados. Completaria este quadro a presença de colonos portugueses e, a seguir, de italianos. A crise que se seguiu à derrocada do café fez com que a região do Rio Preto, a exemplo de outras, sofresse um período de retrocesso econômico. Casas comerciais se fecharam, o que afetou diretamente o crédito agrícola, os trilhos da via férrea foram retirados, as grandes fazendas foram despovoadas e a política dominante dos proprietários de terras entrou em declínio. Muitas famílias venderam os seus bens e foram para outras regiões.
Fonte do histórico:
SÃO JOSÉ DO VALE DO RIO PRETO (RJ). Prefeitura. Disponível em: https://www.sjvriopreto.rj.gov.br/pagina/id/2/?historia-do-municipio.html. Acesso em: 25 out. 2025.
Formação administrativa:
Freguesia criada com a denominação de São José do Rio Preto, por Alvará de 25-11-1815 e Decretos Estaduais n.ºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, no município de Petrópolis. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Petrópolis o distrito de São José do Rio Preto. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo Decreto Estadual n.º 641, de 15-12-1938, o distrito de São José do Rio Preto passou a denominar-se simplesmente São José. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito já denominado São José figura no município de Petrópolis. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.056, de 31-12-1943, o distrito de São José passou a denominar-se Paranaúma. Por Ato das Disposições Constitucionais Transitórias deste Estado, promulgado em 20-06-1947, o distrito de Paranaúma volta a denominar-se São José do Rio Preto. Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o distrito de São José do Rio Preto permanece no município de Petrópolis. Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1983. Elevado à categoria de município com a denominação de São José do Vale do Rio Preto, pela Lei Estadual n.º 1.255, de 15-12-1987, desmembrado de Petrópolis. Sede no antigo distrito de São José do Rio Preto. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1989. Em “Síntese” de 31-XII-1994, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.